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Então é Natal! E o que você fez?????

  • Foto do escritor: Juliana Pigolli
    Juliana Pigolli
  • 5 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Dezembro chegou. Época de montar a árvore, pendurar luzes, embrulhar presentes e, silenciosamente, acomodar ali embaixo um pacote de pressões emocionais que quase ninguém fala sobre.

Um estudo da American Psychological Association revela algo importante: grande parte dos adultos relata aumento de estresse durante a temporada de festas, influenciado por pressões financeiras, conflitos familiares e demandas sociais. Muitos relatam, inclusive, níveis mais altos de estresse do que em outros períodos do ano.


Já a American Heart Association (AHA) mostra que muita gente considera as festas mais estressantes do que a época de declaração de impostos. O autocuidado também costuma cair drasticamente: pior sono, menos rotina de saúde, alimentação desregulada e maior sensação de exaustão.

E é justamente nesse período que começa a famosa “revisão de metas”: aquelas planejadas com uma esperança quase infantil em janeiro. Esse movimento pode despertar frustração por objetivos não alcançados, somada à sobrecarga de compromissos sociais, pressão financeira, sensação de solidão e ansiedade antecipatória sobre o próximo ano. É um caldo perfeito para o que muitos estudiosos chamam de “holiday stress” — a angústia do fim de ciclo.

Mas por que isso acontece sempre no fim do ano?


Nossa relação com o tempo é regida por uma lógica ocidental crítica, estruturada no calendário gregoriano. Esse sistema comprime a vida em ciclos de 12 meses, criando a sensação de urgência porque “o tempo está acabando”. ⏱️​

Então chegamos ao 12º período desse ciclo, observando que muitas das metas planejadas lá no início não saíram como imaginávamos. E não saíram não porque você “falhou”, mas porque:


Em janeiro, quem faz as metas é a fantasia — não a realidade.


É a fantasia dos superpoderes do novo ano: “Agora vai!” “Esse ano tudo muda!”

Mas na prática, a vida acontece. A rotina atropela. Imprevistos chegam. Rota precisa ser recalculada. Como encontrar energia para ir à academia todos os dias e perder 2 kg por semana, se trabalho, casa, trânsito, chefes, cobranças e expectativas te drenam? Ao fechar a conta em dezembro, é comum surgir a sensação injusta: “Eu sou um fracasso.” ​🥺​

E ainda tem as interações sociais


As confraternizações de fim de ano, o amigo secreto, o Natal em família com parentes que você evitou o ano todo, o shopping lotado, o presente caro, a fila infinita. Tudo isso desgasta emocional, física e financeiramente.


E há mais: estamos falando de uma celebração originada de uma tradição religiosa específica. Quem não se identifica com essas tradições muitas vezes se vê participando de uma celebração compulsória, que não fala com sua própria espiritualidade.


Se recortarmos essa análise por gênero, então…As tarefas sazonais, a logística, a organização das festas quase sempre recaem sobre mulheres. Esse é um tema que merece um capítulo à parte. E teremos.

Sabendo disso, como reduzir os impactos emocionais desse período?


Primeiro, um lembrete essencial: O ano só acaba porque nós inventamos esse sistema. O tempo, em si, é contínuo. Ele não explode à meia-noite, só os fogos fazem isso.​🎆​


Outras culturas, calendários e civilizações organizam o tempo de maneiras totalmente diferentes. Em vários lugares, não há esse senso de “fim” e “recomeço” em 31 de dezembro. Ou seja: você não falhou. Você apenas vive em um sistema que concentra expectativas gigantescas em 12 meses e cobra resultados extraordinários ao final desse ciclo na sociedade da performance.

Então, algumas orientações práticas para suavizar esse dezembro:


1) Seja gentil com suas metas

Talvez o problema não seja falta de disciplina, mas falta de gentileza. Metas grandes precisam ser fracionadas em micrometas: mais honestas, possíveis e sustentáveis.

Você planejou perder 20 kg e perdeu 5? Isso é uma conquista. Você andou. Seu corpo mudou. Você fez o que era possível dentro da sua realidade e isso é super válido.


2) Celebre pequenas vitórias

Nossa cultura idolatra o resultado final. Nas redes sociais, vemos medalhas, não quilômetros percorridos. A jornada raramente aparece, o que distorce nossa autopercepção.


3) Reduza o tempo de tela (principalmente redes sociais)

Comparação é veneno. E aquela pessoa que “terminou a meta” pode estar concluindo algo que ela começou em 2019. Você só não vê o bastidor.

Os dias de dezembro pesam no corpo, na mente e no coração.

Mas você não precisa carregar tudo isso em silêncio.


A ​✨​Luminus​✨​ está aqui para te lembrar que existe um caminho possível, mais leve e mais humano.​🌱​


Conte aqui nos comentários: como você costuma se sentir em dezembro e o que te ajuda a atravessar esse período com mais leveza?

📚 Referências usadas

  • American Heart Association. 2023. New Survey: 79% of survey respondents overlook their health needs during the holidays; find the holidays more stressful than tax season. American Heart Association Newsroom. American Heart Association+1

  • American Heart Association. 2023. Minimizing stress and maximizing health can make the holiday season more jolly. American Heart Association. www.heart.org

  • Johns Hopkins Medicine. 2022. ’Tis The Season to Focus On Your Mental Health. Johns Hopkins Medicine News Release. Hopkins Medicine

  • Caron Treatment Centers / Harris Poll. 2015. Holidays create greater mental health challenges: Holiday Season Boosts Mental Health Issues: Survey. Caron Treatment Centers. Caron Treatment Centers

  • The Responsibility.org Foundation. 202? The Holidays: How Americans Manage Holiday Stress & Alcohol Responsibility. Responsibility.org (Holiday Stress Research OnePager). responsibility.org

  • ADP Research Institute. 2024. People at Work 2023: A Global Workforce View. ADP (relatório de bem-estar no trabalho). ADP Brasil

 
 
 

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